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Audiência Pública Professores denunciam falta de profissionais e relatam caos em escolas de Goiânia

Professores denunciam falta de profissionais e relatam caos em escolas de Goiânia

Sem pessoal suficiente, unidades de ensino estão dispensando alunos

Audiência Pública discutiu cumprimento do TAC da Educação | Foto: Câmara de Goiânia

Dezenas de professores da rede municipal de Educação de Goiânia estiveram presentes nesta terça-feira (13/3) em audiência pública realizada na Câmara Municipal de Goiânia para discutir o cumprimento do Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) para a convocação de profissionais aprovados no concurso de 2016.

Aproveitando o espaço, os professores efetivos relataram o caos que a Educação da capital enfrenta e narraram problemas pontuais em diversas unidades. Uma delas é a Escola Municipal Professor Nadal Sfredo, localizado no Jardim Liberdade, região noroeste de Goiânia, onde há um déficit de ao menos oito pedagogos.

Segundo os profissionais, a unidade de ensino necessitaria, no turno vespertino, de 17 professores para atender a demanda de alunos. No entanto, apenas nove estão lotados na escola.

Para resolver o problema da falta de profissionais, a direção decidiu juntar duas turmas em uma única sala de aula. Com isso, o professor que, antes atendia cerca de 30 alunos, agora tem que dar conta de 60.

No Cmei Residencial Eldorado Oeste, na saída para Trindade, a situação é ainda pior. A unidade que deveria funcionar em período integral todos os dias dispensa cerca de 100 alunos no meio do dia por falta de pedagogos.

“O ano letivo dessas crianças vai ficar prejudicado. A gente não entende como o Ministério Público pode dizer que a prefeitura está cumprindo a lei, sendo que os alunos não estão tendo os seus direitos garantidos”, questionou uma servidora.

Em entrevista ao Jornal Opção, o coordenador geral do Sindicato Municipal dos Servidores da Educação de Goiânia (Simsed), Antônio Gonçalves, diz que jamais presenciou tamanho caos no setor como verificado desde o ano passado.

“Em 2017 teve escola que ficou o ano inteiro sem professor de matemática. Escolas que precisariam de duas merendeiras e estão só com uma porque a SME fez  uma reorganização. Essas atitudes estão precarizando a qualidade do ensino dessas crianças”, disse.

Carta Denúncia

Ainda durante a audiência, os servidores apresentaram uma carta denúncia direcionada à Comissão de Constituição e Justiça da Câmara, que foi lida pela vereadora Sabrina Garcêz (PMB), presidente da CCJ e autora do requerimento da audiência pública.

Na carta, a comissão dos aprovados no concurso de 2016 denuncia que, apesar de haver profissionais pedagogos aprovados em cadastro reserva do certame, a Secretaria Municipal de Educação (SME) “articula manobras para que não ocorra a convocação”.

De acordo com o documento, o déficit total de pedagogos da rede é de 1.084 profissionais, os quais deveriam ter sido convocados no chamamento de fevereiro deste ano. Em contrapartida à não convocação de efetivos, a SME já contratou mais de 1.700 contratos temporários.