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Celular com suposto gabarito levanta suspeita de fraude no concurso da PM

Celular com suposto gabarito levanta suspeita de fraude no concurso da PM

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Relatório do 2º Batalhão de Araguaína indica possível ocorrência de fraude no concurso da Polícia Militar para o ingresso no curso de formação de oficiais (CFO) e de soldados (CFSD). Publicado pelo site araguainense AF Notícias, o documento relata que um celular supostamente com um gabarito em suas mensagens foi encontrado no lixo do banheiro de uma escola onde a prova foi aplicada.

Uma coordenadora de aplicação da prova em Araguaína acionou a Polícia Militar para comparecer no Colégio Santa Cruz, um dos locais do concurso, após encontrar o celular durante vistoria. O aparelho trazia uma mensagem de SMS com o título “Prova 3” e que um gabarito alfanumérico que ia de 1 a 60, exatamente o número de questões das duas avaliações.

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O relatório de ocorrência afirma ainda que a coordenadora de aplicação foi orientada pelos militares a se direcionar a Central de Flagrantes para apresentar o aparelho, que foi apreendido pela Polícia Civil.

Uma ocorrência também foi registrada em Arraias. Segundo AF Notícias, toda uma sala se recusou a realizar o certame em virtude de um dos envelopes com as provas estar rasgado. Os candidatos da turma aguardaram outro envelope para realizar o concurso.

Em material enviado pela assessoria de imprensa da PM, o comandante-geral, coronel Edvan de Jesus Silva, negou a existência de qualquer ocorrência. “Finalizamos a primeira etapa do concurso da Polícia Militar do Tocantins com a certeza de que tudo transcorreu dentro do esperado, não tivemos graves problemas nas cidades onde ocorreram as provas, assim como não foi registrada ocorrência de crime relacionada ao certame. O que reflete a seriedade e compromisso das instituições envolvidas”, disse.

PM
À imprensa, a Polícia Militar informou que repassou as ocorrências para a empresa responsável pelas primeiras três fases do concurso, que retornou alegando que “todas as solicitações foram encaminhadas ao Departamento Jurídico para a devida análise e resposta”.

A corporação ainda afirma na nota ter aplicado a prova ” dentro do planejado”, ressaltando que “supostas tentativas de fraudes” foram “devidamente identificadas pela AOCP” e que os responsáveis “estão sendo detectados”.

Inscreveram-se para o concurso da PM 86.524 pessoas, que disputavam 1.000 vagas para soldados e 40 vagas para cadetes. Os salários iniciais, após os cursos de formação, são de R$ 4.455,46 para soldado e R$ 8.382,10 para aspirante a oficial.

Leia a íntegra da nota da PM:

“A Polícia Militar recebeu as demandas da imprensa e as repassou para a AOCP, empresa responsável pelas primeiras três fases do concurso. Esta respondeu que “todas as solicitações já foram encaminhadas ao nosso Departamento Jurídico, para a devida análise e resposta.”

A PM destaca ainda que a prova foi aplicada dentro do planejado, com supostas tentativas de fraudes devidamente identificadas pela AOCP e os responsáveis estão sendo detectados. Após apuração, serão dados os encaminhamentos conforme previsto no edital.”