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EM LUIZ EDUARDO MAGALHÃES BA Cirurgia de hérnia de disco só é indicada em 5% dos casos

 

 

 

 

 

Cirurgia de hérnia de disco só é indicada em 5% dos casos

Por Dr. Ton Alves

A hérnia de disco surge como resultado de diversos pequenos traumas na coluna que, com o passar do tempo, lesam as estruturas do disco intervertebral, ou pode acontecer como conseqüência de um trauma severo sobre a coluna. A hérnia de disco surge quando o núcleo do disco intervertebral migra de seu local, no centro do disco, para a periferia, em direção ao canal medular ou nos espaços por onde saem as raízes nervosas, levando à compressão das raízes.

Especialistas brasileiros afirmam que a cirurgia de hérnia de disco deve ser feita em apenas cerca de 5% dos casos, quando o tratamento não obteve resultado, a dor do paciente é insuportável, há comprometimento dos membros ou compressão da cauda eqüina (feixe de nervos que se estendem além da medula).

 

Apesar de a indicação ser para uma parcela pequena, especialistas reconhecem que há um excesso de operações, que poderia chegar a até 40% dos pacientes. “Há uma superindicação, isso é indiscutível, mas que alguns casos precisam de cirurgia também é indiscutível”, afirma Mirto Prandini, neurocirurgião e professor de neurocirurgia da Unifesp.

“Raramente opero hérnia, a não ser nos casos de indicação absoluta. Os casos bem tratados têm 95% de chance de sucesso”, diz o clínico reumatologista do hospital Albert Einstein José Goldenberg.

Para o chefe do Departamento de Ortopedia do HC, Tarcísio Barros Filho, a pesquisa mostra que é possível optar entre um tratamento menos invasivo ou a cirurgia. “A maioria pode ser tratada sem cirurgia porque a longo prazo a tendência da curva é se igualar.”

Recomendações para os períodos de crises de dor aguda
A primeira orientação é fazer um repouso. A menor pressão sobre o disco é exercida quando a pessoa está deitada de barriga para cima com os joelhos flexionados, formando um ângulo de 45º entre as coxas e o quadril.

O repouso, no entanto, não deve ser muito prolongado. Está demonstrado que mais de dois dias de repouso absoluto provocam perda de massa óssea e de massa muscular. Portanto, o repouso deve ser relativo. Não se deve fazer esforço, nem carregar peso. Na fase inicial da dor lombar, antiinflamatórios comuns contribuem para aliviar a dor. Agora, nem medicamentos, fisioterapia ou massagens, nem aplicação de calor mudam a história natural da doença. A dor irá melhorar espontaneamente desde que o fator desencadeante do processo seja suspenso, porém, esses métodos fisioterápicos e analgésicos são interessantes para diminuir os sintomas enquanto se aguarda a evolução natural da doença. Por isso, o fato de uma ressonância magnética revelar um diagnóstico de hérnia de disco não significa que o tratamento deva ser cirúrgico porque a doença costuma evoluir favoravelmente.

 

PERGUNTAS E RESPOSTAS

1. Como são as hérnias discais lombares?
A hérnia pode se apresentar como lombalgia, quando só dói o nervo; ciatalgia, que irradia para as pernas pelo nervo ciático e lombociatalgia, que causa dor nos nervos e nas pernas. Muitas pessoas podem ter hérnias, mas não sentir os sintomas dolorosos.

2. A cirurgia envolve riscos? Por que ela é receitada em excesso? 
Sim, como toda cirurgia, podem ocorrer complicações como infecções e hemorragias. A hérnia de disco também pode voltar, no mesmo lugar ou do outro lado. Alguns fatores podem levar ao excesso de cirurgias: desconhecimento do médico, pressão do paciente e aspectos econômicos.

3. Pode haver um desgaste natural no disco? 
Sim, o disco se desgasta naturalmente porque, com o tempo, começa a sair dele mais água com os nutrientes necessários do que entra. Com isso, vai calcificando e fica mais frágil.

4. Como é a hérnia de disco cervical?
Quando a hérnia acontece na altura da coluna vertebral cervical, a diferença maior é que os sintomas afetam membros superiores. A pessoa pode ter dor na escápula (região posterior), na região axilar, perto do trapézio ou extremo do ombro, irradiando pelos braços e podendo afetar até os dedos.

Depoimento
Estava na ponta da agulha e escapei

Me tratava de uma suposta doença chamada espondilite. Tinha dor lombar apesar dos remédios, que tomei quase 15 anos. Em janeiro de 2005 eu estava na praia, corri de manhã e à tarde fui tentar levantar da rede e travei. Senti uma fisgada nas costas que descia até o final da perna. Depois fui levantar uma caixa de leite e aí tive a crise mesmo de hérnia. No dia seguinte não conseguia levantar.

Disseram que eu precisava de cirurgia. Tentaram até me vender por R$ 25 mil um amortecedor para a coluna.

A ressonância revelou que eram duas hérnias de disco muito grandes, fora do padrão. Consultei outro médico que disse: ‘primeiro tentamos tratar, depois pensamos na cirurgia, caso não dê certo o tratamento.’ Ele me receitou remédios e fisioterapia. Dois dias depois já não sentia mais dor, só o incômodo. Comecei a fazer fisioterapia. Reduzi a medicação, passei a fazer pilates. Cerca de seis meses depois, voltei a nadar. Estou cada vez melhor.

Eu não tinha medo de fazer a cirurgia, mas para mim foi ótimo não fazer porque não deixa de ser invasivo. E veio por tabela a cura da espondilite, que, na verdade, eu nunca tive. Eu estava na ponta da agulha e escapei.

Quiropraxia, reconhecida pela Organização Mundial da Saúde que diagnostica, trata e previne as alterações e desordens do sistema neuro-músculo-esquelético: dores na coluna vertebral, tensões musculares, hérnia de disco, dor ciática, desvios posturais, entre outros, sem o uso de medicamentos ou processos cirúrgicos.
Eficaz e segura, a quiropraxia busca a fundo o problema e, portanto, tem efeitos reais e duradouros. Quando aplicada corretamente, em muitos casos apresenta uma ótima resposta já na primeira sessão.
A Quiropraxia ajuda o indivíduo a melhorar sua qualidade de vida através da restauração das funções corretas, diminuindo o processo de doença, dor e evitando recaídas.

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