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Justiça dá 6 meses para Assembleia do Tocantins dispensar 1.378 comissionados

Justiça dá 6 meses para Assembleia do Tocantins dispensar 1.378 comissionados

Em decisão liminar, juiz de Palmas Roniclay Alves de Morais atende ação do MPE, que constatou no Legislativo 1.635 comissionados e apenas 257 efetivos

O juiz Roniclay Alves de Morais, respondendo pela 4ª Vara da Fazenda e Registros Públicos de Palmas, deferiu, liminarmente, pedido de suspensão da eficácia dos artigos 1º e 2º da Resolução Legislativa nº 286/11 e determinou a redução no número de cargos em comissão na Assembleia Legislativa do Tocantins na proporção de 50% à razão dos cargos de provimento efetivo. A decisão é resultado de Ação Civil Pública ajuizada pelo Ministério Público do Estado.

Na prática, significa que AL deverá ter o mesmo número de comissionados e de efetivos. Conforme informou o Ministério Público, foi constatada, quando da apresentação da ação, a existência de 1.635 comissionados para apenas 257 servidores efetivos. Com a decisão, o Legislativo terá que exonerar 1.378 comissionados nos próximos 180 dias.

O juiz deu prazo de seis meses para redução do número excessivo de cargos de provimento em comissão.

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O magistrado ainda suspendeu a Resolução Legislativa 286, que dispensava assessores parlamentares e comissionados do registro frequência, que passa a ser obrigatória.

Na decisão, ao analisar o pedido de suspensão dos artigos 1º e 2º do ato em questão, editado pela mesa diretora da Assembleia Legislativa, o magistrado considerou a quantidades de cargos de provimento em comissão criados por meio da Resolução 286/11 sem a especificação, clara e efetiva, de suas atribuições; assim como os prejuízos que o ato causa ao erário. “In casu, considerando o número vultoso de cargos criados pela Resolução nº 286/2011, imperiosa a suspensão parcial de seus efeitos para se evitar futuras contratações supostamente ilegais pela Assembleia Legislativa do Estado do Tocantins e, por via de consequência, maiores prejuízos ao erário, até porque, na hipótese em tela não há que se falar em presunção de legitimidade do ato administrativo diante da omissão legislativa acerca das atribuições do cargo comissionado relacionado, circunstância esta que, conforme já demonstrado, caracteriza-se a ilegalidade do ato normativo, ora combatido nestes autos. Neste passo, o perigo de dano é patente”, afirmou.

Em percentuais, o número de comissionados soma 85% da força de trabalho total da Casa de Leis. “Neste passo, é plausível considerar a redução dos servidores comissionados, não efetivos, para a proporção de 50%, à luz da isonomia e em obediência à regra geral prevista no art. 37 da Constituição Federal’, concluiu o juiz. (Com informações da Ascom TJTO)