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Eleição suplementar no Tocantins terá 7 candidatos e pela 1ª vez 3 partidos tradicionais decidem não participar

Eleição suplementar no Tocantins terá 7 candidatos e pela 1ª vez 3 partidos tradicionais decidem não participar

 

Dos 11 pré-candidatos que se colocaram para a eleição suplementar, 7 conseguiram chegar à convenção e terem seus nomes confirmados para a disputa. Os quatro que desistiram foram Paulo Mourão (PT), Janad Valcari (PMB), Ataídes Oliveira (PSDB) e Osires Damaso (PSC).

As coligações agora devem registrar as candidatura até as 19 horas desta segunda-feira, 23. Na terça-feira começa a propaganda eleitoral, que seguirá até o dia 2 de junho para primeiro turno. A eleição será realizada no dia 3 de junho.

O governador interino Mauro Carlesse (PHS) começou o final de semana com apenas o próprio partido e concluiu a convenção turbinado. É o que construiu a maior aliança com sete partidos: PHS, DEM, PP, PRB, PPS, PTC e PMN. Nela estão dois dos principais pré-candidatos a senador de outubro, César Halum (PRB) e Siqueira Campos (DEM).

O candidato vice será definido somente nesta segunda-feira.

À esquerda
A segunda maior coligação foi construída pelo ex-prefeito de Palmas Carlos Amastha (PSB). Ele montou aliança mais à esquerda com PSB, PT, PCdoB, porém, com siglas da direita: PTB, Podemos e PSDC. A princípio sem tempo de TV significativo, Amastha foi salvo pela falta de entendimento do PT com a senadora Kátia Abreu. O partido do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ficou com a vaga de vice, para a qual indicou o advogado de Araguaína Célio Moura. O PSDC foi para a aliança por imposição da direção nacional, depois que o presidente regional, Max Fleury, e seu grupo resolveram deixar Amastha para apoiar Kátia.

No campo jurídico é tida como certa a judicialização da candidatura do ex-prefeito, já que ele renunciou ao cargo somente no dia 3, quando a Constituição exige seis meses de desincompatibilização.

O que mais perdeu
O senador Vicentinho Alves (PR) foi o que mais perdeu desde sexta-feira, 20, quando se estimava que ele poderia conseguir até 14 partidos para a sua campanha. Encerrou a convenção com 5: PR, Pros, SD, PMB e PPL. Para vice, foi  indicado o vereador de Araguaína Divino Bethânia Júnior (Pros).

Na sexta-feira ele perdeu o Avante para a campanha de Kátia e nesse sábado, 21, foi a vez de PP e PRB deixá-lo para se somar ao PPS na campanha de Carlesse. Neste domingo ainda perdeu o DEM, também para o governador interino.

Mas o maior de todos os golpes foi a decisão do MDB de ficar de fora da eleição suplementar. O partido indicaria o vice de Vicentinho, mas a deputada federal Dulce Miranda impôs resistência e é apontada por importantes emedebistas, inclusive deputados, de ser a responsável por manter o MDB fora da primeira eleição direta desde a criação do Tocantins em 1988.

Mesmo assim, emedebistas de todo o Estado e os quatro deputados estaduais do partido — Nilton Franco, Valdemar Jr, Jorge Frederico e Elenil da Penha — participaram da convenção de Vicentinho e prometem estar empenhados na campanha do republicano. Além disso, a organização disse que 72 prefeitos foram levar apoio ao candidato do PR na convenção deste domingo.

Sem acordo
A surpresa do dia ficou por conta da falta de acordo entre PT e a senadora Kátia Abreu. Era dada como certa a aliança entre os dois lados por conta do acerto nacional da parlamentar com a cúpula petista. Contudo, ela não aceitou os dois nomes apresentados pelo PT como possibilidades de vice — o advogado Célio Moura e Márcia Barbosa.

Também não avançou a proposta de Kátia se licenciar por seis meses para o suplente petista Donizeti Nogueira assumir a vaga no Senado. Ela também não quis dar a garantia de que o deputado estadual Paulo Mourão teria uma das vagas de candidato a senador para as eleições de outubro.

Com isso, o PT deixou a mesa de negociação e fechou com Amastha. Kátia, então, colocou como candidato a vice o empresário Marco Antônio Costa (PSD), que foi suplente dela no primeiro mandato de senadora (2007-2014).

A candidatura de Kátia também deve ser judicializada porque ele ingressou no PDT recentemente e a Lei Eleitoral exige seis meses de filiação.

Chapas puro sangue
Os candidatos menos conhecidos apresentaram chapas puro sangue. O primeiro candidato a ter o nome aprovado, no início da tarde desse sábado, foi o procurador da República licenciado Mário Lúcio Avelar, do Psol. O vice ainda não foi definido.

Mário Lúcio chegou a cogitar a candidatura em 2014 também pelo Psol. Depois mudou para o PPS, e acabou não conseguindo se viabilizar. Agora é candidato.

No final da tarde de sábado foi a vez do ex-juiz e advogado Márlon Reis ter o nome homologado pela Rede Sustentabilidade. Para vice foi escolhido o coronel Edvan de Jesus Silva, ex-comandante-geral da Polícia Militar do Tocantins dos últimos meses do governo Marcelo Miranda (MDB). Ele será candidato pela Rede ou por algum possível aliado. Como é militar da ativa, Edvan tem a prerrogativa de se ingressar na convenção.

O último a ter o nome homologado, já na noite deste domingo foi o empresário Marcos Souza. Ele terá como vice o vereador de Gurupi Sargento Genilson.

Fora da eleição
O fato inédito é que três dos partidos mais tradicionais da política do Estado — MDB, PV e PSDB — estão fora da eleição suplementar. No caso do PSDB, foi falta de consenso, porque um grupo queria apoiar Carlesse, sobretudo parte dos prefeitos e os dois deputados estaduais — Luana Ribeiro e Olyntho Neto —, e outro grupo de tucanos queria insistir com a candidatura própria de Ataídes. Assim, o senador preferiu deixar a disputa e liberar que todos os líderes apoiem quem desejarem.

Já MDB, partido do ex-governador Marcelo Miranda, e PV, da ex-vice-governadora Cláudia Lelis, decidiram aguardar a decisão do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), sobre a petição protocolada na quarta-feira, 18, para que possam voltar aos cargos até o transito em julgado da cassação dos dois pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

CANDIDATOS CONFIRMADOS

1.Governador: Mauro Carlesse (PHS)
Vice-Governador: define nesta segunda-feira
Coligação: PHS, DEM, PP, PRB, PPS, PTC e PMN

2.Governador:Kátia Abreu (PDT)
Vice-Governador: Marco Antônio Costa (PSD)
Coligação: PDT, PSD, PEN, PSC e Avante

3.Governador: Carlos Amastha (PSB)
Vice-Governador: Célio Moura (PT)
Coligação: PSB, PT, PTB, Podemos, PCdoB, PSDC

4.Governador: Vicentinho Alves (PR)
Vice-Governador: Divino Bethânia Júnior (Pros)
Coligação: PR, Pros, SD, PMB e PPL

5.Governador: Marlon Reis (Rede)
Vice-Governador: Coronel Edvan de Jesus Silva (indefinido)
Coligação: Rede Sustentabilidade

6.Governador: Marcos Souza (PRTB)
Vice-Governador: Sargento Genilson (PRTB)
Coligação: PRTB

7.Governador: Mário Lúcio Avelar (Psol)
Vice-Governador: define nesta segunda-feira
Coligação: Psol

DESISTIRAM

1. Paulo Mourão (PT)
2. Janad Valcari (PMB)
3. Ataídes Oliveira (PSDB)
4. Osires Damaso (PSC)