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Auditória Externa e o Tocantins

 

 

 

Auditória Externa e o Tocantins

 

 

POR Marcello Leonardi Bezerra

O estado do Tocantins passado 30 anos de existência, nunca enfrentou problemas tão agudos no âmbito econômico, motivado por vários fatores, que refletem em todas as áreas que o estado tem responsabilidade.

Em praticamente todos os setores do setor público estadual temos déficit tanto financeiro, quanto de pessoal e qualitativo. Vamos aqui elencar algumas secretarias, fundações, autarquias e institutos.  Diga-se de passagem, não são poucos, podemos citar Diário Oficial, Controladoria-Geral do Estado, Procuradoria Geral do Estado, Polícia Militar, Bombeiros, Secretaria da Comunicação Social, Secretaria das Relações Internacionais, Secretaria da Administração, Secretária da Agricultura, da Pecuária e do Desenvolvimento Agrário, Secretária da Ciência e Tecnologia, Secretária da Ciência e Tecnologia, Secretária da Educação, Secretária da Juventude e dos Esportes, Secretaria das Cidades e do Desenvolvimento Urbano, Secretaria da Habitação, Secretaria da Indústria, do Comércio, e do Turismo, Secretaria da Infraestrutura, Secretaria do Desenvolvimento Sustentável e dos Recursos Híbridos, Secretaria do Planejamento e da Modernização da Gestão Pública, Secretária da Saúde, Secretária da Segurança, Justiça e Cidadania, Secretaria do Trabalho e Assistência Social, SINE. Autarquias como Adapec, Adtur, Agencia de Fomento ao Estado do Tocantins, ATR, Mineratins, Saneatins, Dertins, Detran, Jucetins. Fundações e Institutos Etsus, Fundação Cultural, Procon, Unitins, Ruraltins, Igeprev, Ipem, Naturaltins, Prodivino, entre outros.

Todos os órgãos do estado são importantes, diria fundamental, cada qual com a sua característica, mas sem exceção deveriam estar em plena capacidade, atendendo a população, porém não é o que pode ser constatado, sendo que setores essências como saúde, educação e segurança, o problema e ainda mais agudo.

Além destes problemas, o estado já faz algum tempo não tem pago em dia o salario dos funcionários públicos, notadamente o executivo  e postergando direitos respectivos, como progressão, etc, acumulando praticamente um passivo impagável dentro das condições atuais.

Tais fatos ocorrem motivados por várias questões e por vários governos, mas estamos em um momento da economia nacional e por consequência regional, que não e mais possível postergar a resolução destas questões, temos que resolver as suas causas, mesmo que tenha que cortar na própria carne, de forma responsável, sob pena de chegarmos à falência, como alguns estados no Brasil já chegaram.

Quando afirmamos isto, não estamos aqui falando de forma fantasiosa, vamos usar como exemplo real para fazer um comparativo, o estado do Rio de Janeiro, não paga funcionários públicos há meses, onde atualmente se tem o maior número de desempregados do país, um dos maiores índices de roubo, sem contar a intervenção federal no tocante a segurança pública, pois  perderam o controle.  Sem contar que os investimentos daquele estado estão se afugentando, pelos problemas estruturais e pela falta de pagamento pelo governo para fornecedores e salários, em síntese o governo do Rio paga quando puder e se puder. Existem ainda outros estados críticos além do Rio, podemos citar Rio Grande do Sul, Rio Grande do Norte entre outros.

Normalmente que assume o governo, sempre alega que o outro deixou o estado quebrado e assim sucessivamente, e o governante anterior, repele com veemência, se deixou quebrado não é possível afirmar e não sabemos, mas de fato aconteceram fatos que ocasionaram a situação atual do estado.

Pois bem, para acabarmos com este disse e me disse e também resolvermos de uma forma definitiva as responsabilidades do status quo econômico do estado, o próximo governante tem que mandar fazer uma auditoria externa independente nas contas públicas estaduais, para apuração de responsabilidade.

Uma auditoria externa causaria somente impactos positivos, primeiro de apuração de responsabilidade, segundo de credibilidade junto aos investidores, pois demonstrara que o estado tem o compromisso real com a credibilidade, refletindo diretamente em novos investimentos privados no estado em grande monta. Sem contar com apoio que a população ira proporcionar em face do novo governador.

Caso esta auditoria externa não seja feita, o estado continuara nesta situação de incertezas, falta de investimento privado qualitativo e quantitativo, com problemas graves nas finanças, prejudicando os salários dos servidores públicos e a população mais pobre do estado, em suas necessidades básicas.

Gostaria de receber e-mails sobre a opinião das pessoas sobre está temática, que estamos abordando.
 
Marcello Leonardi Bezerra é professor, economista e comentarista do quadro Seu Dinheiro do BDT da TV Anhanguera / Rede Globo (e-mail  marcellolb@terra.com.br)