Breaking news

  I Festival Internacional de Opera de Goiânia “Carmina Burana”

ORQUESTRA E CORO SINFÔNICOS DE GOIÂNIA

Apresentam

 

I Festival Internacional de Opera de Goiânia

“Carmina Burana”

Carl Orff

 

Com Danielle Nastri, Hudson Ayres e Sebastião Teixeira

 

Regente: Eliseu Ferreira

 

02 e 03 de julho de 2018, 20h – TEATRO SESI

 

                Entrada: 2 Kg de alimento não perecível ou um livro literário

 

A Orquestra Sinfônica de Goiânia, juntamente com o Coro Sinfônico de Goiânia e Coro Juvenil de Goiânia, apresenta ao público goianiense uma das obras da música coral-orquestral mais famosas e mais cativantes do século XX, como parte da programação do I Festival Internacional de Ópera de Goiânia: a obra “Carmina Burana”, do compositor alemão Carl Orff. Com sua famosa abertura “O Fortuna” –utilizada em diversos filmes e comerciais – e seus empolgantes ritmos sobre sexo e jogos de azar, Carmina Burana é apresentadapraticamente todos os dias, em algum lugar do planeta. Ainda assim, o compositor considerou essa composição como a mais obscura e enigmática das suas obras. Como solistas teremos o trio formado por Daniele Nastri, Hudson Ayres e Sebastião Teixeira. À frente do espetáculo, teremos o maestro titular da Orquestra Sinfônica de Goiânia Eliseu Ferreira, goiano com nome de prestígio nacional e internacional. As entradas serão dois quilos de alimentos não perecíveis ou um livro literário. Com participação especial do Coral Infantil Pequenas Vozes, a realização é da Prefeitura Municipal de Goiânia em parceria com a Universidade Federal de Goiás.

 

Serviço:

Evento:  I Festival Internacional de Ópera de Goiânia – Carmina Burana

Orquestra Sinfônica de Goiânia, Coro Sinfônico de Goiânia, Coro Juvenil de Goiânia

Participação especial: Coral Infantil Pequenas Vozes

Regente: Eliseu Ferreira

Data: 02 e 03 de julho de 2018

Horário: 20h

Local: Teatro Sesi

 

ENTRADA 2 Kg de alimento não perecível ou um livro literário

 

 

 

 

A obra

 

“Sorte monstruosa

e vazia,

tu – roda volúvel –

és má,

vã é a felicidade

sempre dissolúvel”

 

A famosa abertura de Carmina Burana invoca a implacável deusa da Fortuna – ‘imperatriz do mundo’. Girando continuamente a roda-da-fortuna, ela submete a vida à oscilação constante entre a boa sorte e o infortúnio. Um símbolo enraizado na cultura medieval, a roda-da-fortuna representava uma alegoria da vida humana em um mundo regido por forças ‘impenetráveis e misteriosas’.

Composta por Carl Orff, a cantata Carmina Burana – ‘Canções de Beuren’ – nasceu do fascínio do compositor ao se deparar com uma coleção de poemas seculares escritos entre os séculos XII e XIII. O pergaminho com mais de 200 poemas foi descoberto em 1807 em um mosteiro da cidade de Benediktbeuren, na Baviera, região sudoeste da Alemanha, terra natal do compositor. Escritos por monges, estudantes e menestréis errantes – denominados goliardos – a coleção traz poemas satíricos, paródias e canções enaltecendo o amor, a natureza, a juventude e os prazeres efêmeros, sempre celebrando o lado passional da vida. Desse mergulho na cultura e história medieval surgiu a inspiração para a cantata. Partindo de uma visão bem pessoal e de seu fascínio pelo poder dos ritmos primitivos e pela simplicidade melódica, Carl Orff cria uma linguagem ao mesmo tempo atraente e original, com uma orquestração inovadora.

Os poemas que fazem parte da cantata foram escritos em latim (a língua internacional da época) e em alemão medievais. A obra se divide em quatro seções temáticas (contando com introdução ‘Fortuna Imperatrix Mundi’). Primo Vere e Uf dem anger trazem canções e danças rústicas, sobre o encontro do homem com a natureza, a chegada da primavera e despertar da vida e das paixões que ela traz consigo. In taberna traz uma vívida descrição da taberna por seus personagens – os beberrões, apostadores e até o infeliz cisne assado de Olim lacus colueram, lamentando sua infeliz fortuna. Cour d’Amours celebra o amor, trazendo a concepção de amor cortês da poesia medieval, na qual a arte do amor é uma arte poética, uma expressão idealizada que é ao mesmo tempo voluptuoso e espiritual, passional e transcendente. Encerrando o ciclo de canções, o retorno ao tema ‘Ó Fortuna’, evocando mais uma vez sua inevitável atuação.

Nota de Programa: Bianca Laboissiere

 

O maestro

Natural de Anápolis-GO é graduado em Educação Artística e Clarineta pela Escola de Música e Artes Cênicas da Universidade Federal de Goiás. É mestre em Regência Orquestral pela mesma instituição. Estudou com professores como Luiz Gonzaga Carneiro e Fernando Machado (clarineta), Angelo Dias e Zuinglio Faustini (Canto) e Emílio de César. Participou de festivais, cursos de aperfeiçoamento e master-classes no Brasil e no exterior, tendo aulas com renomados professores, dentre eles, Dante Anzolini, Roberto Duarte, Roberto Minczuk, Aylton Escobar, Kirk Trevor, Tomás Koutnik, Neil Thomson, Frank Shipway e Kurt Masur. Participou de cursos de Regência no Paraguai, República Tcheca, Inglaterra e França. Foi regente nos seguintes grupos: Orquestra Filarmônica de Goiás, Orquestra Jovem de Goiás, Orquestra Planalto Central, Orquestra de Câmara de Goiânia, Camerata Vocal de Goiânia, Banda Sinfônica do CEFET-GO, Orquestra Sinfônica de Goiânia, dentre outros. Foi também Regente Titular e Diretor Artístico da Orquestra de Câmara Goyazes por dois períodos: entre 1999 e 2003 e entre 2008 e 2011. Em 2012 e 2013 foi Diretor Artístico e Regente Titular da nova Orquestra Filarmônica de Goiás, onde atuou em concertos e turnês. Durante 15 anos foi Regente Titular e Diretor Artístico da Orquestra Sinfônica Jovem de Goiás por 15 anos, com a qual realizou um intenso trabalho didático e artístico, realizando séries de concertos na capital e em todo o Estado de Goiás, além de turnês em outros Estados Brasileiros e também turnês na Espanha, Alemanha e Venezuela. Entre dezembro de 2016 e janeiro de 2017 realizou uma turnê de 08 concertos com a OSJG na China (sendo a primeira orquestra sinfônica brasileira a se apresentar naquele país), tocando em salas importantes em cidades como Nanjing, Hangzhou, Ningbo, Huzhou, dentre outras. Foi fundador, Diretor executivo e Artístico do Instituto Sinfonia do Amanhã na cidade de Cachoeira Dourada-GO, com o qual realizou concertos em Goiânia, Brasília, Niterói, Petrópolis e em Roma, na Itália. Atualmente é Maestro Titular da Orquestra Sinfônica de Goiânia e Coordenador da Rede de Orquestras Jovens de Goiás.

 

 

Os solistas

 

Daniele Nastri

Daniele Nastri é bacharel em Canto pela UFG e mestre em Performance pelo Trinity Laban Conservatoire of Music and Dance (Londres, Reino Unido), tendo sido agraciada com a bolsa Kathleen Roberts Vocal Scholar. Interpretou, em 2016, a personagem Eliza Doolittle na aclamada produção de My Fair Lady, dirigida por Jorge Takla, em São Paulo (SP).
Em seu currículo constam diversas premiações em concursos, dentre as quais destacam-se os primeiros lugares no MARACANTO em São Luís (MA), e no prestigiado Concurso de Interpretação da Canção de Câmara Brasileira, realizado em São Paulo (SP), ambos em 2008. Também foi semifinalista do programa “Pré-estreia”, promovido pela TV Cultura em 2012. Integrou o Coro da Orquestra Sinfônica de Goiânia, atividade que exerceu de 2008 a 2012 e foi selecionada como bolsista no curso de canto do 41° Festival Internacional de Campos do Jordão em 2010. Atuou como solista em diversas ocasiões com os regentes Alessandro Borgomanero, Ângelo Dias, Eliseu Ferreira e Norton Morozovicz.

 

Hudson Ayres

O Tenor Hudson Ayres iniciou seus estudos de música na Escola de Música de Brasília em 2000. Em 2010 iniciou sua graduação em Música com habilitação em Canto na Universidade Federal de Goiás sobre a orientação da Professora Dra. Marília Álvares, concluindo seus estudos em 2014. Como solista atuou na montagem do Messias de Haendel (2012); Missa em Dó Menor (2002) e Réquiem (2012) de Mozart; Missa Crioula de Ariel Ramires (2006); Te Deum de Villani-Cortes (2012); StabatMater de Rossini (2015), Te Deum e Bruckner (2016); Em montagens de cantatas cênicas e óperas atuou como Catullus – Catulli Carmina, Carl Orff (2005); Nemorino – Lelisir D’Amore, de Donizetti (2012); o Amante – Amélia al Ballo, de Menotti (2013), como Tito na ópera La Clemenzadi Tito, de Mozart (2014) e como O Pastor e o Deus Apolo na ópera Orfeo de Monteverdi (2017). Em Abril de 2016 realiza concerto do ciclo de canções Die SchöneMüllerin, de Shubert no Teatro da Escola de Música de Brasília a convite da Embaixada da Áustria em comemoração à Semana da Língua Alemã. Em 2014 foi condecorada com o Prêmio Conde de Almaviva no XII Concurso de Canto Lírico Maria Callas. Teve orientação em máster classes dos professores: NizaTank, Marta Herr, Noemi Lugo, Ricky R. Little e Antônio Salgado.

Hudson Ayres

É barítono e grande intérprete de Carlos Gomes. Como índio Tomoio, Iberê, da ópera Lo Schiavo de Carlos Gomes fez turnê por dez capitais do Brasil, papel que lhe rendeu Prêmio Carlos Gomes em 1999, como Destaque Vocal Masculino e Medalha de Hora ao Mérito da Fundação Clóves Salgado. Foi duas vezes premiado pela associação Paulista dos Críticos de Arte (APCA) na categoria de melhor cantor erudito.

Gravou “Colombo” de Carlos Gomes para a TV Cultura. Constam em seu repertorio mais de 30 óperas. Cantou ao lado e sob a regência de grandes nomes, como Roberto Minczuk, que é novo regente e diretor musical do Theatro Municipal de São Paulo.

Amigo de Silvio Barbato, ganho do compositor uma personagem na ópera Chagas, cobre Carlos Chagas que foi gravada em Roma pela FioCruz e foi encenada no Palácio das Artes em Belo Horizonte em 2009. Foi Pedro Malazarte na ópera de Camargo Guarnieri nas comemorações da Semana de 22 do Theatro Municipal de São Paulo.

 

A orquestra

A Orquestra Sinfônica de Goiânia foi criada em 1993, pelo Maestro Joaquim Jayme e pelo então Secretário Municipal de Cultura Kleber Adorno. A instituição, uma das unidades da Secretaria Municipal de Cultura da Prefeitura de Goiânia, abriga uma orquestra composta por 75 músicos, e um coro de 48 vozes. Funcionou como Fundação Orquestra Sinfônica de Goiânia entre 1995 e 2008. Tem como objetivos principais a promoção, divulgação e coordenação das atividades de música sinfônica, além do apoio à música de câmara e lírica a serviço do desenvolvimento cultural de Goiânia. Participa ativamente da vida cultural da cidade, com temporadas regulares de concertos nos principais teatros da capita, além de uma atuação marcante na periferia e na região metropolitana, com apresentações em praças, parques e igrejas. Nos concertos de sua temporada principal tem contado com artistas de renome nacional e internacional que, junto aos talentos da nossa cidade, fazem da orquestra a mais atuante do Estado.

O maestro Joaquim Jayme esteve à frente da orquestra desde sua criação, em 1993, até sua morte em 2017, excetuando os anos entre 2001 e 2004, nos quais se revezaram na direção os maestros Marshal Gaioso e Emílio de César. A partir de 2018 passou a contar com um núcleo pedagógico, com a incorporação da antiga Banda Marcial de Goiânia, agora transformada em Rede Municipal de Núcleos Musicais, o que culminou na criação de vários grupos de bolsistas e estudantes – Banda Juvenil de Goiânia, Camerata Juvenil de Goiânia, Coro Juvenil de e Orquestra Jovem Municipal Joaquim Jayme. A OSGO coordena também, em parceria com a Secretaria Municipal de Educação, vários núcleos musicais em escolas públicas e casas de cultura da capital, com foco na formação musical de crianças e adolescentes e também na conquista de novas plateias. Está atualmente sob a direção do maestro Eliseu Ferreira.

 

O coro

Fundado em outubro de 1999, o Coro da Orquestra Sinfônica de Goiânia é resultado da fusão do antigo Coral Municipal com a Camerata Vocal de Goiânia. Sua fundação e manutenção é uma iniciativa da Prefeitura Municipal de Goiânia, por meio da sua Secretaria de Cultura. Formado por profissionais da música, seu repertório contempla desde obras corais a cappella às grandes obras corais-sinfônicas, buscando sempre valorizar a literatura coral brasileira, ao lado do repertório internacional. Seu trabalho consiste em difundir e socializar a Arte da Música em nossa comunidade, apresentando-se em eventos públicos, realizando recitais solo ou em conjunto com a Orquestra Sinfônica de Goiânia. Um trabalho disciplinado e compromissado com a mais séria realização artística coloca-se ao lado da excelência, elemento dos melhores coros do país.