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Justiça reduz pena de ex-delegado acusado de cobrar para investigar crimes

Justiça reduz pena de ex-delegado acusado de cobrar para investigar crimes

Pena que era de 15 anos foi para oito após ele ser inocentado de um dos crimes pelos quais era investigado. Casos foram entre 2013 e 2015, em Araguaína.


Por G1 Tocantins

 

Tribunal de Justiça reduz pena de delegado suspeito de cobrar para investigar crimes

Tribunal de Justiça reduz pena de delegado suspeito de cobrar para investigar crimes

A Justiça reduziu a pena do delegado Manoel Laeldo dos Santos, durante o julgamento do recurso na tarde desta terça-feira (3). A sentença foi de 15 para 8 anos. Ele foi condenado em março de 2017 por envolvimento em esquema que cobrava dinheiro de vítimas para investigar crimes. Além dele, a mulher também foi julgada pelos mesmos crimes.

Os crimes teriam acontecido entre os anos de 2013 e 2015, em Araguaína, norte do Tocantins. Além do delegado, que já estava afastado desde 2016, e da companheira dele, um agente de polícia e um primo do delegado também foram condenados.

O TJ manteve a condenação dos acusados por corrupção passiva e associação criminosa, e deferiu parcialmente o recurso da defesa, absolvendo os quatro de ocultação de capitais.

No cado de Manoel Laeldo, a pena será cumprida em regime inicialmente fechado. O agente de polícia vai cumprir a sentença em regime incialmente semiaberto e a mulher e o primo do delegado foram condenados ao regime aberto.

Pena de Manoel Laeldo foi reduzida pelo TJ (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)Pena de Manoel Laeldo foi reduzida pelo TJ (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)

Pena de Manoel Laeldo foi reduzida pelo TJ (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)

O primeiro julgamento ocorreu em março de 2017. Manoel Laeldo foi condenado a 15 anos de prisão por cobrar das vítimas para dar andamento em investigações. Fernanda Julião teve pena de sete anos e 10 meses de prisão. Ela é acusada de receber o dinheiro das vítimas.

Porém, a defesa deles recorreu ao Tribunal de Justiça após a condenação feita pela Justiça de Araguaína. Além da prisão, a primeira decisão decretou ainda a perda dos cargos públicos ocupados por Manoel Laeldo, o primo dele e o agente de polícia envolvido.

Entenda

Para a Justiça, ficou comprovado que Manoel Laeldo usou de sua condição de delegado responsável pela apuração da morte do empresário Vagner Carlos Santana Milhomem, em 2012, para pedir dinheiro aos parentes da vítima como condição para continuar com as investigações. Eles teriam recebido R$ 65 mil.

Segundo a decisão, Manoel Laeldo e o agente de polícia Raimundo Dias foram “os executores dos crimes de corrupção passiva, pois solicitaram e receberam vantagens indevidas no exercício de sua profissão.”

O juiz apontou também que Fernanda Julião, mulher do delegado, e Jânio Espíndola, primo dele, eram os responsáveis por fornecer “as contas [para receber os depósitos], além de movimentar e promover a distribuição dos capitais ilegais entre os demais membros da associação, dificultando o seu rastreamento.”