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POR IVANOR FLORÊNCIO – Minha Campininha querida, meu segundo lar. Feliz aniversário!

JORNAL PÁGINA ABERTA

 

 

Minha Campininha querida, meu segundo lar. Feliz aniversário!
Por Ivanor Florêncio

 

 

Me apaixonei por Campinas no dia em que desci do ônibus e, com uma pequena mala na mão, me apresentei ao gerente da loja “A Revolução Tecidos”, na Avenida 24 de Outubro esquina com Rua Jaraguá, vindo transferido de Morrinhos, pra ser o novo pacoteiro e aspirante à balconista da grande loja, mas que na verdade vim querendo me tornar artista, isso aos quatorze anos de idade, em 1970.

Esse imenso bairro (pra mim uma cidade grande) já com seu comércio proeminente, me deu logo no primeiro mês, com a sobra das despesas uma bicicleta “Monark Olé 70”, sonho de consumo na época. Na carta aos meus pais, contei da façanha, entusiasmado e disse que tinha achado o céu.

Trabalhava de dia e estudava a noite no Colégio Assis Chateaubriand e no segundo grau no Colégio Pedro Gomes, onde conheci os grandes amigos que permanecem manos velhos até hoje. Se for enumerar todos, enchem muitas páginas e, com certeza deixarei de fora alguns que me puxarão as orelhas, então, destaco o “irmão Profeta” Jorcival Balbino, pensador, filósofo, político e pai amoroso. E o Doutor Édson Candido, contador, professor universitário e advogado, que se tornou um grande dirigente classista, alavancando o Conselho Regional de Contabilidade e o Sescon-Goiás. Dois homens que tem me ajudado a enfrentar as cercanias desse nosso mundo cão, como todos e todas que amam até hoje, como se fosse ontem nosso querido e amado Bairro, nosso recanto lúdico.

Sou morrinhense/campineiro, desse bairro/cidade, que aglomera o maior centro comercial da nossa capital, com suas Ruas e Avenidas recheadas de joalherias lindas, lojas de Bijuterias magníficas, que enfeitam com brilho nosso povo bonito.  É também aqui que os Produtores Rurais acham de tudo pra produzir e enriquecer ainda mais nosso Estado, com a Avenida Castelo Branco (acredito que esse nome tem de ser mudado) toda destinada só ao Agronegócio.

Na Van Gogh serigrafia, depois das seis, discussões acaloradas sobre Cultura e Política dava o tom, as vezes ao som do violão do Dr. Álvaro (o negão), Altino Barros, Divino Doidão, Luiz Jales, Marcos Lúcio, Luiz Pé de Bicho, Profeta, Dr. Eliseu Taveira, Ulisses Aesse, Willian da Gráfica, Nilson Gomes, Dr. Fernando, Alaor Florêncio, Lúcio, Nelsinho bom de cozinha, Professora Angelita, minha esposa Lourdes e muitos outros sonhadores.

 

 

 

Mas ainda pra deleite dos sonhadores tem ainda o Bar do Zumiro (que no almoço serve a melhor carne que já comi) o velho Zuza tem mãos mágicas, que fez a barriga do mano Gilson Mundim (in-memoriam), ficar grande. Onde também Ulisses Aesse, Renatinho Dias, Profeta, Nilson Gomes, (esse só comia, não bebia, ninguém é perfeito, rs). Professora Angelita Lima, minha esposa Lourdes, a artista plástica Tereza Virgínia, Léo Pereira, Renato Monteiro, Marina Santana, Alaor Florêncio, Beto Camelo e tantos outros deram trabalho pra ir embora, pois queriam mais uma saideira e mais um tira gosto gostoso.

 

(Fotos) Pedro Wilson Guimarães e Praça Campinha das flores

 

Quando o professor Pedro Wilson atendeu a antiga reivindicação dos pioneiros de Campinas e resolveu refazer a Praça Joaquim Lúcio, gerou um impasse bom, estavam divididos entre os dois coretos que existiram nela e os dois foram erroneamente destruídos e que seria feita a réplica. Então, o Secretário de cultura à época, Sandro de Lima, sugeriu um plebiscito, onde o povo campineiro decidiriam. Mais de três mil votantes eufóricos compareceram. Foi uma festa, esse que está enfeitando e dando valor histórico pra bela praça venceu com apenas três votos de diferença. Sandro trabalhou pro outro, eu pro que venceu(rs). Fui o responsável pra tocar a obra e junto da Arquiteta Kátia do Carmo entregamos com uma grande festa, ao som do famoso Escurinho, com seu hino Champ Cit Chicago, Campinas uma cidade diferente.

Dom escuro (Foto)

 

Campinas tem até hoje adeptos de que acham que temos de virar cidade novamente, que temos de emancipar, pois geramos o maior Pib e não temos o retorno recíproco. Em diversas reuniões fui contra, mesmo concordando com os pontos de vistas dos comerciantes, mas explicando que separar é pior, que o melhor era fortalecer as relações e reivindicar as melhorias que almejamos. Assim fizemos, e conseguimos que o Parque Campinha das Flores, fosse em fim, construído pelo saudoso prefeito Paulo Garcia, que também me nomeou seu “gerente” da obra.

 

 

Com muito jogo de cintura convencemos os moradores a negociarem outros espaços e se mudarem, dando espaço pra bela construção que hoje nos enche de orgulho.Temos na nossa linda Campinha das Flores o maior centro atacadista de alimentos, com seus caminhões entrando e saindo, atrapalhando o trânsito, nas nossas ruas estreitas e abarrotadas de compradores e vendedores, que voltam felizes pra suas casas com os bolsos cheios e sacos derramando mercadoria barata e boa.
Ao lado umas das outras imensas lojas de artigos para festas alegram com um, de tudo, que se busca e se espera comprar pra alegrar corações e almas.

 

 

O Bar do Salé (In – Memoriam) hoje tocado com competência pelo Salézinho” é Vip, é Cinco Estrelas, com o mesmo gosto, o mesmo sabor e qualidade herdado da família, que ajudou na construção da fama de bairro onde se come bem e familiar. Difícil achar uma mesa vazia, se quiser degustar daquela excelente comida tem de chegar mais cedo, ou esperar um freguês se levantar. Teresinha Dias, Professora Iolani, professor Juarez, Osvaldo da Rival, Elaine Fortunati, Edsom Cândido, Profeta, professor/escritor Horieste Gomes, Margareth Sarmento, esse velho poeta e outros nos reunimos lá pra tomada de decisões em prol de Campinas.
Nosso bairro tem a maior potência de vendas de tecidos do Estado, com malharias atacadistas de todos os padrões, de todos os tipos que se imagina e também no varejo, pra atender um enorme mercado, que atende praticamente todo o Brasil com roupas que já ganhou fama, por sua qualidade e preço baixo.
Lojas de departamentos de todo o Brasil e até multinacionais abrem suas portas diariamente na Avenida 24 de Outubro dando a maior opção de compra da nossa capital, pra deleite de ávidos consumidores que buscam dar brilho em suas casas, apartamentos e escritórios. Também para todos os gostos, o comércio de calçados e perfumes permeia o imaginário coletivo na avenida que celebra o aniversário de Goiânia.

E todos os grandes supermercados, com suas lojas bem montadas abastecem nossa amada Campinas. Mas para alegria de poucos e tristeza quase geral, acabaram com as casa das primas, na Avenida Bahia. As meninas migraram pro Bairro São Francisco e adjacências.
Campinha das Flores tem os maiores Camelódromos de Goiânia e, o Partido dos Trabalhadores começou a ser pensado por aqui, na casa do Aurélio Pugliesi e Sueli Fraissat, que era aberta pra receber a moçada do movimento revolucionário da igreja Matriz, como Ladislau do Couto, Padre Edú, Profeta, Guta e muitos outros e, com a volta do Athos Magno que foi anistiado em 1979 a coisa pegou e foi oficializada.

O comércio de roupas pra atender com maestria noivos e noivas com peças de fino trato, enchem os olhos de quem os buscam. Também tem vestidos, ternos, sapatos, gravatas pra todos os tipos de eventos, são centenas de lojas espalhadas estrategicamente pra atender essa demanda tão especial, ali bem perto da Igreja Matriz de Campinas, hoje Catedral.
Na Avenida Anhanguera se encontram as grandes lojas de peças de carros e também, Inúmeros comércios de flores, vasos e arranjos decorativos, com preços a partir de $ 1,99 a peça.
Campinas também guarda suas relíquias, como a padaria, Pão quentão, que os “meninos” tocam com amor, seriedade e bondade.

A Carne de Sol do Serginho, que dizem ser a melhor do mundo. A Pastelaria do Inácio, no Mercado, que tem os sabores do cerrado goiano. O restaurante Bom Bocado que mantém a mesma qualidade ímpar que lhe deu fama e com preço tão barato que assusta o cliente. O Campo do Atlético, que tantas vezes tentaram derrubar, sobrevive. A Loteria Estrela da Sorte que se mantém exprimida, mas resistente ao avanço de grandes lojas que a rodeiam.

 

Nossa Campininha presenteou essa Capital do cerrado com músicos maravilhosos, como os amigos Gilson Mundim, Charles Dartag’nan, Marco Antônio, Josaphá Nascimento, Sirlon Franco, a família cantora dos Willians, Stephan Nercessian, Toninho, Luiz Morais, Escurinho, Cleuber Garcês, Célia Valadão e seus filhos, Santinone Gonçalves e outros.

Minha Campinas querida, feliz aniversário, você que pelos relatos e registros mostra ter sido fundada em 1810 e, que tem amparado tanta gente, de todas as raças, de todos o credos e matizes ideológicos. Campininha de formosuras tantas, de riquezas culturais imensas, obrigado por me receber tão bem, de ser Presidente do Partido dos Trabalhadores. Diretor de Cultura no governo do Amigo Pedro Wilson e Secretário de Cultura no Mandato do saudoso amigo Paulo Garcia. Te amo minha cidade/ bairro, com seu frenesi diário e seu silêncio noturno.

Ivanor Florêncio Mendonça,

é  artista plástico

DIRETOR EXECUTIVO
Nilo Alves
Watzzap: 63.984030346
62.992366277