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Desemprego é o maior desafio dos candidatos ao governo TO

Desemprego é o maior desafio dos candidatos ao governo TO

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Todos que vivem na realidade sabem que o emprego dignifica o ser humano e é vital para sobrevivência. No quadro da economia geral, tinha-se a perspectiva de que o emprego tenderia a crescer com solidez e de forma mais continua neste ano, mas isto não está ocorrendo.

Para termos um parâmetro, em julho houve um decréscimo de 661 empregos no país, quebrando a continuidade de aumentos mensais de criação de vagas no mercado de trabalho. Isto não é positivo para a economia nacional e do Tocantins.

É ponto pacífico que o Tocantins tem que criar uma política de Estado e não de governo, de longo prazo, para criação de empregos no âmbito privado

MARCELLO LEONARDI BEZERRAÉ professor de economista

Temos vários motivos que podem explicar este quadro: falta de segurança dos empresários em todos os segmentos, insegurança das pessoas em gastar, com medo justamente do desemprego, e tudo acentuado pela greve dos caminhoneiros, que quebrou de certa forma a espinha dorsal de crescimento que estava positivo.

Temos no Tocantins uma situação sui generis, pois os nossos empregos, em sua maioria esmagadora, são de funcionários públicos concursados, que não podem ser demitidos em hipótese alguma. Porém, há um ponto negativo: se não for feita a lição de casa, o ajuste das contas públicas, corre-se o risco desses servidores em algum momento ficarem sem os salários. Então, o cuidado dos candidatos ao governo deve ser redobrado para sabermos e devem deixar muito claras suas políticas econômicas, sob pena de não termos o debate adequado e o quadro do Estado se agravar.

Obviamente que temos muitos funcionários públicos contratados ou comissionados, que claro não têm estabilidade. Muitos deles têm sido demitidos já faz algum tempo da máquina estadual, e, somados trabalhadores dispensados pelo mercado privado, formam um contingente gigantesco de desempregados.

É ponto pacífico que o Tocantins tem que criar uma política de Estado e não de governo, de longo prazo, para criação de empregos no âmbito privado, sob pena de regredirmos economicamente e gerar um caos social.

Neste aspecto, todos os candidatos são a favor, mas, para se criar política de Estado factível, tem que ser demonstrado de forma clara qual será o ônus desta política de eventuais ajustes, sob pena de não termos resultados concretos e ficarmos somente na conversa.

Portanto, tenho convicção de que no momento oportuno tem que ficar explicitas as propostas, já que estamos em uma época muito difícil, na qual precisamos mais do que nunca de crescimento econômico estadual.


MARCELLO LEONARDI BEZERRA
É professor de economista
E-mail: marcellolb@terra.com.br