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A TRAIÇÃO FEMININA NO BRASIL

A TRAIÇÃO FEMININA NO BRASIL

 

 

Por Nilo Alves

 

Desde que o mundo é mundo, a traição é inerente aos seres humanos, pois é o mais puro exercício do livre arbítrio pessoal sobre o instinto primevo de conservação da espécie em que cada mulher que procura o parceiro com o qual seu genoma terá a maior probabilidade de prevalecer nas gerações vindouras.

Assim, quando surge uma nova parceria que ofereça mais chances, conjugada com a liberdade de escolha, surge o ensejo da traição, que oferece as tentações da aventura, desejos, de novas emoções e sensações e de satisfação do ego que são difíceis de resistir.

Como bem o definiu o poeta, escritor e dramaturgo irlandês Oscar Wilde em um de seus famosos aforismos, “Eu resisto a tudo, menos a tentações”, a infidelidade é consequência do mais forte impulso que age sobre os animais, o sexo, sem o qual nenhuma espécie sobrevive.

No Brasil, devido à nossa condição de cadinho racial, em que todas as etnias se mesclaram tão harmoniosamente devido ao nosso clima tropical e à abundância de recursos naturais, que favorecem a malemolência, e à herança cultural da península ibérica, ela mesma o maior crisol de raças da Europa, com os conquistadores portugueses dedicando-se afincadamente à conquista das nativas com as intimidades à mostra e posteriormente com as escravas vindas da África, o costume da miscigenação espalhou-se como um rastilho de pólvora, razão de sermos o país com o maior cruzamento de raças, cada vez mais ampliado com as ondas de imigração.

Assim a traição tornou-se um dos esportes nacionais, não limitando-se ao casamento, mas espalhando-se por outras áreas, notadamente a política, onde assumiu ares de perfeição.

Nos anos 1980, quando começou a tornar-se acessível o exame de DNA para averiguação de paternidade, foi realizado um estudo por amostragem sobre a constituição das famílias no Brasil, cujo resultado não foi divulgado, pois verificou-se que, de cada quatro crianças, uma não era filha do marido ou companheiro da mãe, o que causaria comoção à época.

Evidentemente que nestes casos, a traição que resulta em prole é exclusivamente feminina, restando ao marido ou companheiro a condição de corno, em suas diversas gradações, prevalecendo a do corno manso, pois para muitos o chifre é um galardão que ostentam com grande satisfação.

Imagine-se então, como estará a situação hoje, depois de tanta permissividade nestes anos após a chamada “redemocratização”, onde o que se vê é a completa desmoralização dos costumes e a tentativa permanente de desestruturação das bases da Sociedade e da Civilização, começando pela Família, passando pela Escola, meios de comunicação e concluindo pelos três ramos do governo.

Já passou e muito da hora de restaurarmos a moralidade e a Ética nas relações humanas e sociais em nosso país, se quisermos algum dia chegar à posição de Nação séria e respeitada.

 

nilo alves   é,

               Acadêmico do Curso de Direito/UNIP/Objetivo