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Sem surpresas, Carlesse é lançado à reeleição e diz que “não tem perfil” de bater boca com adversários

Sem surpresas, Carlesse é lançado à reeleição e diz que “não tem perfil” de bater boca com adversários

PHS, DEM, PRB, PP, PPS, Pros, Patriota, Avante, PPL e PMN já são confirmados como membros do grupo governista

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A convenção que confirmou a candidatura de reeleição ao Palácio Araguaia de Mauro Carlesse (PHS) não teve surpresas. O ex-governador Siqueira Campos (PSDB) e o deputado federal César Halum (PRB) foram confirmados nas vagas para o Senado, com Eduardo Gomes (SD) e Darci Garcia da Rocha (Patriota) nas respectivas suplências. Wanderlei Barbosa (PHS) disputará a vice-governadoria novamente. PHS, DEM, PRB, PP, PPS, Pros, Patriota, Avante, PPL e PMN já são confirmados como membros do grupo governista, mas a lista pode ser maior. O CT aguarda confirmação da assessoria.

Em conversa com à imprensa logo após a convenção, Mauro Carlesse negou ver diferença entre o pleito suplementar de junho que o fez governador com a de outubro. “São só eleições em períodos diferentes. Nós vamos continuar fazendo o trabalho que já estamos fazendo, mas agora com uma proposta de quatro anos”, resumiu o candidato, que garante a redução de despesas do Poder Público para “dar melhor serviço à população. “Um Estado com equilíbrio, pagando as contas em dia, adquire confiança e credibilidade”. acrescentou.

Questionado sobre a expectativa de uma campanha em que dois dos possíveis candidatos de oposição – Carlos Amastha (PSB) e Márlon Reis (Rede) – se colocam como novidades contra o que denominaram de “velha política”, Mauro Carlesse não demonstrou preocupação. “Se a gente for ficar olhando para o adversário não vai existir projeto, só bate-boca, e eu não tenho este perfil. Vamos fazer nosso trabalho respeitando quem foi, quem era, e fazer o trabalho daqui para frente”, disse o candidato à reeleição.

Siqueira Campos foi auxiliado pela militância (Foto: Reprodução)

Senadores
Indicado para disputar o Senado Federal aos 90 anos, José Wilson Siqueira Campos chegou à Assembleia Legislativa após a convenção já ter sido iniciada e foi bastante reverenciado pelos militantes, a ponto de prejudicar o discurso do deputado federal Carlos Gaguim (DEM). O candidato chamou a atenção pelo gesso no braço direito – resultado de uma mordida de cachorro em plena Praça dos Girassóis – e por ter necessitado de um policial militar e do filho, o deputado estadual Eduardo Siqueira Campos (DEM), para se locomover até o palanque.

Siqueira Campos permaneceu sentado na maioria do tempo e militantes não deixaram de abaná-lo por um momento sequer para amenizar o calor. No discurso, o candidato demonstrou confiança, apesar de admitir que chegou a pensar em rejeitar a indicação ao Senado. “Eu relutei um pouco para aceitar esta candidatura. Julguei que não tinha condições pela idade, afinal de contas fiz 90 anos. Mas queria dizer para vocês que estou bastante competitivo, graças a Deus”, disse ao relatar o episódio em que foi machucado por um cachorro na Praça dos Girassóis.

O outro nome para o Senado Federal, César Halum considerou a convenção “histórica”. “Tenho a honra e o orgulho de estar nesta chapa, de participar da vida política deste Estado desde o primeiro ano. Grande parte da minha formação aprendi ao lado de Siqueira Campos. Acho que fiz o dever de casa, pois agora estamos nestas caminhada juntos”, comemoro. O candidato aproveitou para defender que os votos são sejam separados. “Política se faz escolhendo um lado. Tem que se ter um grupo. Não entre na conversa de votar um daqui é outro dali. Quero um voto casado”, pediu o deputado federal.

Cotado para uma das vagas de senador do grupo governista, o ex-deputado federal Eduardo Gomes (SD) ficou como suplente de Siqueira Campos. Em discurso durante a convenção, apesar de certa frustração, o político não demonstrou mágoa. “Não chega aqui um companheiro pela metade, acanhado. Chega um companheiro, um amigo, um guerreiro. Ainda não cheguei [ao Senado], mas tenho muito orgulho de levar junto com vocês Siqueira Campos ao Congresso Nacional”, disse.

“Matemática política”
Eduardo Gomes também falou com o CT e negou ter existido “fogo amigo” dentro do grupo governista para indicá-lo como candidato a senador. “Todas as decisões que tomei na minha vida política tiveram como alicerce a representatividade partidária, por isso não tem na minha história movimentos bruscos de mudança de posição. Na medida em que  foi fechado apoio do meu grupo [SD] a Carlesse, houve o momento em que o impasse ficou claro. Não tem nada de fogo amigo, simplesmente matemática política”, comentou.

A convenção também foi marcada o apoio do Pros à reeleição Mauro Carlesse (PHS). Discursaram os deputados federais Carlos Gaguim (DEM), Lázaro Botelho (PP) e Dorinha Seabra (DEM) e Josi Nunes (Pros); a deputada estadual Valderez Castelo Branco (PP), o vice-governador e candidato à reeleição Wanderlei Barbosa (PHS) e ainda o candidato a deputado federal Thiago Dimas (SD).

Prestigiaram o evento os deputados estaduais Eli Borges (Pros), Eduardo do Dertins (PPS), Toinho Andrade (PHS) e Amélio Cayres (SD) e Vilmar de Oliveira (SD), os vereadores de Palmas Léo Barbosa (SD) e Marilon Barbosa (PSB) o ex-vice-governador João Oliveira (PRB) e o presidente licenciado do Sindicato dos Servidores Públicos (Sisepe), Cleiton Pinheiro; além de outras lideranças.