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História esquecida:Mostra Valter Mustafé de Casas e Casarões em Goiânia  ‘cobertos’ de descaso

História esquecida:Mostra Valter Mustafé de Casas e Casarões em Goiânia  ‘cobertos’ de descaso

 

Por NILO ALVES

Plantão Tocantins           

 

Os imóveis residenciais mais antigos de Goiânia,  não carregam toda a pompa que se imagina na capital goiana. Apesar da importância histórica, quem ver o os casarões no centrão, setor Oeste, Setor Sul, na região Centro-Sul,  se assusta: cômodos tomados por lixo, mau cheiro por causa de animais mortos e estruturas abaladas, não apenas pelo tempo, mas também por incêndio e abandono.

As  casas  antigas do Centro Histórico de Goiânia carregam histórias da próspera Era do progresso Até 1721, o território que hoje é Goiás fazia parte da Capitania de São Paulo, Até 1749, o território chamou-se “Minas de Goiás” e de 1749 até a independência do Brasil, Capitania de Goiás. E foi aí que começaram a surgir as Casas Antigas.

Após a independência, tornou-se “Província de Goiás”, nome que perdurou até a Proclamação da república.

 

“Goiânia cercada pela aura da ” Belle Époque”, em um ciclo de governadores de São Paulo que governaram Goiás no período colonial de 1721 a 1822″

 

Minas dos Goyazes foi a primeira divisão administrativa, ainda dependente da Capitania de São Paulo, tendo sido seu primeiro governante, à época,Bartolomeu Bueno filho entre 1727 e 1749′ o qual fora investido na função de superintendente da Capitania de São Paulo

 

E foi aí que Goiânia viveu seu primeiro apogeu econômico, sustentada pelo dinheiro dos barões, que construíam suas casas em estilo europeu, para mostrar ostentação, poder e riqueza. No entanto o fotógrafo Valter Mustafé revela ao povo goianiense e ao mundo através de fotografias ao portal  o descaso dos órgãos competentes com as relíquias da capital.

 

“Quando é história de gente rica, tem tudo documentado, há cuidado. Aqui, nossa história é contada pelas lentes do fotógrafo Valter Mustafé, e pela própria comunidade, pelos moradores mais antigos do setor Campinas (Campininha) Vila Nova, Setor Fama… só que essa história está morrendo com as casas.

 

O patrimônio histórico e cultural de Goiás, sofreu um prejuízo de valor incalculável com o abandono de suas Casas Hisatóricas registradas pela máquina fotográfica de Valter Mustafé.

 

Com o incêndio do Museu Nacional, no Rio de Janeiro, infelizmente, não se tratou do único caso em que a cultura e a história nacionais foram consumidas pelas chamas e, principalmente, pela negligência das autoridades responsáveis. Diante disso, é o caso dos casarões de Goiânia e inclusive dos museus que caem aos pedaços em Goiás… é  de se perguntar: os museus e as Casas Antigas do fotógrafo  Mustafé que conservam nosso passado e nossas artes não têm grande importância para o país e seu povo?

 

“O maior medo da minha mãe era tomarem a casa. Tomar eles não vão, mas vão deixar ela cair”, lamentou a agente comunitária de saúde Flávia Regina Rocha da Silva, 47, irmã de Orlando Josias Rodrigues Magalhães, 79. E foi por essas e outras que o artista, músico, advogado e fotógrafo Valter Mustafé se arrastou pelas ruas e vielas de Goiânia a procura de Casas Antigas, e com certeza achou todos.

Trata-se de um patrimônio descartável? A resposta é evidentemente negativa. Sendo assim, por que esses fatos acontecem com tanta frequência? Quem deve ser responsabilizado pelo problema?

ACONTECE HOJE  ÁS 20H, NO EMPÓRIO CASABLACA (RUA 03, ATRÁS DO TEATRO GOIÂNIA) MOSTRA FOTOGRÁFICA “CASAS HISTÓRICAS  DE GOIÂNIA.

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