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Marcelo lança ponte e diz que agenda positiva do governo provoca reações: “Estamos incomodando”

Marcelo lança ponte e diz que agenda positiva do governo provoca reações: “Estamos incomodando”

Governador pede aplausos à AL, pela provação do empréstimo para obra, e alfineta os adversários: “Quanto maior o ataque, maior a nossa motivação em avançar”

LUÍS GOMES, DA REDAÇÃO24 de Oct de 2017 – 11h07, atualizado às 11h45
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Foto: Lia Mara/Governo do Tocantins
Assinatura da Ordem de Serviço da Porto Nacional reuniu boa quantidade de líderes políticos

A assinatura da Ordem de Serviço para a construção da nova ponte sobre o Rio Tocantins em Porto Nacional fez com que o governador Marcelo Miranda (PMDB) dividisse amistosamente o palanque da solenidade com o responsável por desarquivar o pedido de impeachment contra ele: o presidente da Assembleia Legislativa, Mauro Carlesse (PHS). E exceto críticas e recados para quem “não tem capacidade de aglutinar” e “agride as pessoas”, o evento realmente foi marcado pela cordialidade e pela defesa da união das forças políticas.

Em pronunciamento, Marcelo Miranda fez questão de pedir aplausos à Assembleia Legislativa, que disse estar “bem representada” na legislatura atual. A Casa de Leis aprovou por unanimidade o empréstimo de R$ 130 milhões que vai custear a obra da ponte. O governador até citou nominalmente os deputados Paulo Mourão (PT) e Ricardo Ayres (PSB), ex-aliados que agora fazem oposição ao Palácio Araguaia. “Não tenho dificuldades de sentar-me à mesa com quem quer o bem do Estado”, afirmou o gestor peemedebista.

Apesar dos agradecimentos à Assembleia Legislativa e aos deputados federais, Marcelo Miranda não deixou de exaltar a atuação da administração estadual. “Se não fosse a insistência, o desejo de realizações, e a determinação de governo, nós não estaríamos aqui hoje. Nenhuma palavra seria capaz de expressar o sentimento, a alegria, que nos traz a Porto Nacional. Enquanto o Brasil vive um momento delicado, o Tocantins não para de dar boas e novas notícias. A nova ponte vai mudar a travessia e o desenvolvimento para Porto Nacional e região”, comentou.

Para o governador, a agenda positiva adotada pelo Executivo tem provocado reações nos adversários. “Podemos dizer que é uma obra que já nasce vitoriosa, superamos muitos obstáculos. Acredito que estamos incomodando. Todas as vezes essas pessoas jogam pedras nos sonhos do povo tocantinense, nós pegamos essas pedras e transformamos em obras e ações. Quanto maior o ataque, maior é a nossa motivação em avançar”, disse Marcelo Miranda, citando o ditado popular ‘ninguém joga pedra em árvore seca’.

“Injusto” não lembrar de Siqueira
Marcelo Miranda afirmou que tem feito sua contribuição ao Estado, mas disse que seria “injusto” não lembrar do trabalho do ex-governador Siqueira Campos. O gestor peemedebista voltou a tocar no ponto chave do seu discurso: a união das forças políticas. “A Ponte de Porto Nacional faz parte de um pacote de obras estruturantes que planejamos criteriosamente para o Estado do Tocantins. É resultado de um governo que tem se unido a bons parceiros Um empreendimento que vai impulsionar o agronegócio”, anotou.

Marcelo Miranda lembrou que fez uma ligação para o senador Ataídes Oliveira (PSDB) para garantir a emenda de bancada para os municípios tocantinenses, que tem como principais beneficiados Araguaína e Gurupi. O governador pregou união e saiu em defesa dos parlamentares. “Eu não sou egoísta. É o momento de unirmos nossas forças, de deixar as diferenças partidárias e montar uma corrente em prol deste Estado. Não admito que possam denegrir a imagem do legislativo estadual, do Congresso Nacional. Não posso admitir que por causa de uma assinatura o Tocantins ia perder R$ 164 milhões”, afirmou.

Especificamente sobre o mercado agrícola, Marcelo Miranda destacou que o Tocantins tem a produção de grãos consolidada, mas que precisa “fortalecer os caminhos onde as riquezas são transportadas”. Em relação a isto, o governador avisou que tramita na Assembleia Legislativa a federalização de trecho da TO-050 que liga Palmas a Porto Nacional, matéria que poderá permitir a duplicação da rodovia com recursos da União. “A bancada federal não se furtará de buscar recursos”, completou.

“Projetos bons andam rápido”
Pivô de uma suposta crise entre Palácio Araguaia e Assembleia Legislativa, Mauro Carlesse foi o último orador antes do governador Marcelo Miranda. O presidente do Parlamento comemorou que “a situação da ponte já está resolvida” e começou o breve discurso pedindo atenção do Executivo a outros projetos, citando a travessia da Ilha do Bananal e a duplicação da BR-153. A união dos políticos também foi defendida pelo deputado. “Nós temos que unir sim prefeito, governo, bancada federal, para poder viabilizar e fazer com que este Estado seja menos perigoso nas nossas rodovias”, comentou.

Mauro Carlesse também garantiu que o Parlamento está disposto a ajudar matérias do Executivo. “Projetos bons andam rápido. É isso é que a gente precisa ter, é para isso que conto do senhor. Todos os projetos que tiveram a finalidade de melhorar a vida das pessoas, do Estado do Tocantins, todos os deputados e a Assembleia Legislativa estarão à disposição”, disse. O presidente da Casa de Leis aproveitou para informar que o projeto da federalização da TO-050 está em tramitação na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

“2018 é outra situação”
Acionado pelo CT para falar sobre sua presença na solenidade, Carlesse não gostou do termo de “dividir o palanque” com Marcelo Miranda e reforçou o teor institucional da sua participação. “Estamos aqui para inaugurar a ponte, dar o primeiro passo. Este projeto foi aprovado na Casa. Faz parte não só aprovar, mas também fazer o acompanhamento. Esta ponte é uma reivindicação de muitos anos e de uma importância muito grande para a região. Eu tinha que estar aqui”, defendeu.

Carlesse também negou ter qualquer diferença política com o chefe do Executivo e citou a recente aprovação empréstimos como exemplo. “Não tenho porquê ter diferença política com o governador. 2018 está aí e é outra situação, mas hoje, como presidente, não tenho diferença nenhuma”. “Naquele empréstimo de R$ 600 milhões a gente conseguiu fazer com que todos os municípios fossem contemplados. Isso é ajudar o governo. Se a gente tivesse preocupado, não íamos fazer isso nunca. Por que quem vai inaugurar? O governo”, argumentou.

Responsável por desengavetar o pedido de impeachment contra o governador Marcelo Miranda, Mauro Carlesse garantiu que não avaliou o parecer da Procuradoria da Casa pela admissibilidade e por isso não tem qualquer decisão firmada sobre o tema. “Esta na mesa da presidência para analisar. Não tive tempo ainda, mas os processos que chegam lá a gente encaminha. Agora, se vai ser dado a continuidade ou não, ainda não sei”, afirmou.

Apoio da bancada e perfil agregador
Um dos principais aliados do governador, o senador Vicentinho Alves (PR) destacou a atuação da bancada – da qual é coordenador – que garantiu a emenda impositiva de R$ R$ 162,494 milhões aos municípios. A Marcelo Miranda, o republicano garantiu que o governo tem seis ou sete dos oito deputados federais, e explicou a conta. “Tem um que é igual interruptor de lâmpada que vai e vem. Mas não sou eletricista. Quem sabe ele se conserta”, brincou. O político portuense também disse que o Palácio Araguaia “pode contar” o apoio do senador Ataídes Oliveira (PSDB).

No discurso, Vicentinho Alves fez questão de destacar a capacidade de aglutinação do governador Marcelo Miranda. “Aqui você uniu tudo quanto é partido político nesse momento histórico. Só você com esse jeito manso de fazer político consegue agregar dessa forma”, comentou. Anteriormente, o senador já tinha condenado o perfil agressivo de outros líderes, sem citar nomes. “Não acredito em político que quando pega o microfone agride as pessoas. Isso é porque não tem argumento, nem capacidade de unir o seu povo”

Capacidade de aglutinação
Quem também elogiou o perfil do governador diante de outros políticos foi o deputado federal César Halum (PRB), presente na reunião que selou a união dos líderes de Araguaína com o Palácio Araguaia. “Esse projeto nasceu com um comandante, mas que teve a capacidade de aglutinar pessoas. Nunca vi com brigas, com xingatórios, com desmerecimentos, você conseguir conquistar o desejo do seu povo”, afirmou o parlamentar.

César Halum disse que inicialmente a maioria da bancada federal não apoiava o Marcelo Miranda, mas que o diálogo começou após a atuação do senador Vicentinho Alves e da compreensão da necessidade da união. “O Tocantins precisa de todos nós, temos que nos unir pelo nosso Estado. E assim nós fizemos, cada um no seu partido político. E depois que essa união aconteceu e o governador soube entender que precisava de todas essas mãos – da Assembleia, da Câmara, dos prefeitos – as coisas começaram a acontecer”, avaliou.

Lideranças
A solenidade de assinatura da ordem de serviço para o início das obras da nova ponte sobre o Rio Tocantins em Porto Nacional contou com a presença maciça de líderes políticos. Além de Vicentinho Alves, Mauro Carlesse e César Halum, compareceram os deputados federais Vicentinho Júnior (PR) e Dorinha Seabra (DEM); os parlamentares estaduais Toinho Andrade (PSD), Valdemar Júnior (PMDB), Nilton Franco (PMDB), Cleiton Cardoso (PSL), Wanderlei Barbosa (SD) e Amélio Cayes (SD).

Uma boa quantidade de prefeitos também estiveram presentes. Além de Joaquim Maia (PV), de Porto Nacional; Moisés Avelino (PMDB), de Paraíso do Tocantins; e Laurez Moreira (PSDB), de Gurupi; o cerimonial do governo confirmou a presença dos gestores de Axixá, Aliança do Tocantins, Brejinho, Crixás, Dueré, Dois Irmãos, Fátima, Formoso do Araguaia, Fortaleza de Tabocão, Jaú, Monte do Carmo, Marianópolis, Nova Rosalândia, Porto Alegre, Ponte Alta do Tocantins, Pindorama, Pugmil, Rio dos Bois, São Salvador, Santa Rosa, Talismã, Sandolândia, Pium, Chapada da Natividade, Tocantínia, Pequizeiro, Oliveira de Fátima, Silvanópolis, Cristolândia, Miracema do Tocantins e Ipueiras.