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Mourão diz que seu nome está à disposição, mas defende que PT analise erros desde o apoio a Leomar

Mourão diz que seu nome está à disposição, mas defende que PT analise erros desde o apoio a Leomar

Para parlamentar, partido precisa “quebrar as distensões internas” para, “com harmonia e apaziguamento”, ter condições de construir projeto para o Tocantins

DA REDAÇÃO12 de Nov de 2017 – 12h57, atualizado às 13h08
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Foto: Ascom PT/Divulgação
Mourão discursa durante a reunião do diretório do PT nesse sábado: necessidade de palanque forte em 2018

O deputado estadual Paulo Mourão disse que seu nome continua à disposição do Partido dos Trabalhadores (PT) para uma candidatura a governador, mas defendeu que o diretório regional analise os erros que cometeu desde que apoiou o ex-senador Leomar Quintanilha para governador pelo PCdoB, em 2006, para então poder construir uma alternativa para 2018. Os petistas realizaram reunião do diretório estadual nesse sábado, 11. “Vamos analisar onde estivemos errando, desde a candidatura do Leomar para cá, e como vamos construir uma candidatura própria”, sugeriu aos petistas.

Mourão chamou a atenção para os erros que o partido vem incorrendo nas últimas eleições e para a necessidade da unidade interna do partido para 2018.

Segundo o parlamentar, o partido precisa “quebrar as distensões internas” que possam existir, a fim de que, “com harmonia e apaziguamento”, tenha condições de trabalhar a construção de um projeto para o Tocantins, através de candidatura própria. Mourão disse que entende que está na hora do PT buscar aproximação com outros partidos de oposição ao governo para já se pensar na possibilidade de diálogo, “para que o partido não faça acordos mal elaborados, de emergência”.

Números referentes a prefeitos eleitos pelo PT desde as eleições de 1996

Nome à disposição
Essas colocações foram feitas diante do convite para que possa encabeçar a pré-candidatura do partido ao governo do Estado. Mourão afirmou que continua com seu nome à disposição, desde que tenha aprovação do diretório estadual, destacando a importância do fim das distensões internas e a conjugação dos partidos políticos apoiadores que darão sustentação a uma candidatura. Ele lembrou que não foi eleito senador em 2010 porque o partido não estava imbuído na sua candidatura.

Ao falar do projeto do partido chamado de “O Brasil e o Tocantins que o Povo Quer”, o petista considerou necessária a caminhada que a legenda pretende fazer pelo Estado para que se construa o que chamou de “palanque forte”, com chances reais de concorrer às eleições.

Paulo Mourão frisou que o partido tem propostas para o confronto do debate de ideias. “Enquanto eles estão muito fortes economicamente”, referindo-se do grupo político que está no poder, embora reconheça que “enfrentem problemas gravíssimos de denúncias”.

Além de defender a harmonização do PT e a pluralidade com outros partidos de oposição ao governo, Mourão defendeu que a legenda discuta o assunto com o diretório nacional, “sem enfrentamento”.

Durante a reunião, vários militantes que fazem parte do diretório estadual declararam apoio à pré-candidatura de Mourão ao governo, reforçando “seu compromisso com o povo tocantinense e seu preparo intelectual de ideias e projetos para governar o Tocantins”. Outra aspecto lembrado pelos filiados foi o fato de o deputado permanecer no PT mesmo com todas as situações em que o partido deixou de apoiá-lo.