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Região das Serras Gerais implementa novo roteiro gastronômico ao turismo tocantinense

Região das Serras Gerais implementa novo roteiro gastronômico ao turismo tocantinense

WHERBERT ARAÚJO, ESPECIAL PARA O CT21 de Nov de 2017 – 07h27, atualizado às 08h17
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Foto: Tharson Lopes

Foto: Tharson Lopes

Cachaça “Dama dos Azuis” celebrou recentemente a venda do primeiro grande lote de garrafas

Foto: Tharson Lopes
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Foto: Tharson Lopes
Foto: Tharson Lopes

Além das serras, mirantes, lagos, rios e dunas, as Serras Gerais vem despertando o interesse gastronômico de milhares de turistas que se dedicam a conhecer a região. Contando com 22 produtores em 10 anos de fundação, a “Dama dos Azuis”, primeira cachaça produzida em cooperativa, celebrou recentemente a venda do primeiro grande lote de garrafas. Além da bebida tipicamente brasileira, a carne de sol também acompanha o cardápio específico deste que é o mais novo destino turístico tocantinense.

Conhecida pelas belezas naturais que adornam as Serras Gerais, a região Sudeste do Tocantins é também famosa pela diversidade cultural oriunda das comunidades tradicionais e dos agricultores familiares que residem na região. Com isso, a produção de cachaça artesanal sempre existiu na região, mas de maneira rudimentar. Foi então que a partir de muitas reuniões e dias de campo de extensão rural, produtores daquela região se uniram para montar uma cooperativa.

De acordo com Aílton Palmeira de Souza, diretor financeiro da Cooperativa de Produtores de Cachaça do Sudeste do Tocantins (Coopercato), o primeiro lote de vendas foi de 600 garrafas, comercializadas inicialmente a R$ 25,00 a unidade. Segundo o diretor financeiro, fazem parte da cooperativa, produtores dos municípios de Porto Nacional, Natividade, Dianópolis, Combinado, Taguatinga e Novo Alegre do Tocantins. “Estamos muito felizes por atingir um mercado maior. Foram anos de pesquisa e organização da entidade”, afirmou.

Carne de sol
Tradicionalmente conhecida e apreciada em todo o Brasil, a carne de sol, como a cachaça é também associada aos costumes históricos nacionais. Principal ingrediente consumido em longas jornadas como romarias e tropas, a iguaria, provavelmente difundida a partir do nordeste brasileiro, desde muito tempo é consumida no sudeste do Tocantins seja em forma de paçoca, na fronteira do Estado em Arraias, seja na tradicional Maria Isabel ou Arroz Sirigado. O sucesso é tanto que o produto já está sendo exportado para os estados vizinhos da Bahia e de Goiás.

Localizado no município de Aurora do Tocantins, a cerca de 500 quilômetros de Palmas, o restaurante Agenda 21 integra o complexo de lazer do Rio Azuis, considerado o terceiro menor rio do mundo e principal destino turístico do sudeste tocantinense. Chegando à região no início dos anos 200, o chef de cozinha Osmane Silva encontrou na carne de sol a possibilidade de implementar o costume local dando um toque de requinte a um produto bastante apreciado. Autodidata, ele afirma que foi experimentando frutos e produtos da região como queijos, tubérculos e castanhas na elaboração de pratos. “Fomos testando maneiras de cozimento com os produtos da região. Para se ter uma ideia não se vendia a castanha de Baru e com o aumento da demanda do restaurante, já chegamos a consumir 170 quilos do produto em um ano. Isso preserva a vegetação porque o pequeno agricultor chega a ganhar cerca de R$25,00 por quilo da castanha”, ressaltou.

O resultado são pratos que encantam não só pelo sabor mas também pela beleza e aparência. Prova disso é que o chef, representando o Tocantins, foi premiado no ano passado no Prêmio Dólmã de destaque dos profissionais que se destacam na área gastronômica e que contribuem para o aquecimento da economia brasileira. “Nossa intenção é desenvolver pratos requintados com preços acessíveis, mas sempre utilizando os produtos da região”, afirmou